Depois que a reforma tributária foi aprovada, uma pergunta virou campeã nas conversas entre psicólogas com CNPJ: será que eu devo sair do Simples? A resposta honesta é que, para a maioria, não existe vantagem automática em sair. E é bom esclarecer um ponto antes de seguir: escolher o modelo híbrido não é sair do Simples. Você continua nele para os demais tributos.
Comece pelo seu paciente
Quem atende quase exclusivamente pessoas físicas costuma ter pouco a ganhar com crédito, porque o paciente pessoa física não usa o crédito para abater imposto próprio. Nesse perfil, o que mais pesa é a simplicidade da rotina e a menor carga global. Já quem tem contratos com clínicas e empresas de saúde pode se beneficiar caso o contratante esteja no regime regular.
Olhe para as suas despesas
O regime regular só ajuda quando existe crédito suficiente para aproveitar. Se o seu consultório tem poucas despesas tributadas, o crédito gerado será irrisório. Honorários de sócios, pró-labore e salários, por exemplo, não geram crédito de IBS e CBS. Em contrapartida, aluguel comercial formalizado, software de prontuário e gestão, publicidade, serviços contábeis, energia e equipamentos podem gerar crédito, desde que cumpridos os requisitos da lei.
Não esqueça da folha e do Fator R
O Fator R e os anexos do Simples Nacional continuam plenamente vigentes. Se você ajustou o seu pró-labore para se enquadrar no Anexo III (com alíquota inicial de 6%), essa conta precisa entrar na simulação comparativa. Mexer só no IBS e na CBS sem olhar a estrutura global de tributos pode baratear um número e piorar severamente o resultado final.
A comparação que realmente funciona
Uma comparação honesta pega pelo menos doze meses de dados históricos do seu consultório e coloca na mesma planilha: DAS, IBS e CBS, IRPJ, CSLL, INSS patronal (quando houver), pró-labore, créditos possíveis, custo operacional de conformidade, preço final e efeito no fluxo de caixa. Parece muita coisa, mas é exatamente isso que separa uma decisão estratégica de uma aposta arriscada.
E uma regra que a gente repete bastante aqui na EFIZ: não escolha pelo menor percentual isolado. Escolha pela menor carga total que você consiga sustentar com documentos em ordem e uma operação compatível com o tamanho do seu consultório.
Antes de comparar os números, vale ler os capítulos sobre Simples, modelo híbrido e perfil dos pacientes no nosso guia gratuito sobre a reforma tributária para psicólogas.
Se você quer ver como isso fica no seu caso, a EFIZ monta essa comparação com os seus números reais e te mostra o resultado de cada caminho. Fale com a EFIZ Consultoria.
Fontes: LC 214/2025 (arts. 41 e 47 a 57) e LC 123/2006, conforme alterações da LC 227/2026. Material informativo, não substitui análise contábil individual.




